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Armadilhas para o planejamento de marca.

Depois de batalhar para que tudo tenha conceito, posicionamento e experiência de marca excepcionais, acabamos nos esquecendo de detalhes simples como “qualidade do produto” e do valor do conhecimento do vendedor.

por RENATO FIGUEIREDO.

26.mar.09

Estava lendo a edição de Abril da Monocle (que traz também uma já revisada matéria sobre as últimas tendências no varejo mundial), e me deparei com uma declaração interessante de um varejista, ao ser questionado sobre que mantém sua loja a todo vapor:

“Focar no produto e não no conceito (!). No final das contas, se você sobrecarrega e cria universos demais isso de certa forma torna-se um espaço vazio. Corte os excessos. Eduque sua equipe de vendas. Aprenda sobre as histórias e as pessoas por trás dos produtos. Consumidores querem saber mais e agora eles perguntam mais questões. Nunca os subestime”.
Rasmus Storm, da Storm, em Copenhagen.

É engraçado observar na fala de Rasmus tudo aquilo que a ciência do planning e do marketing batalhou por avançar, alguns poucos anos atrás. Focar no conceito, propor universos de marca e deixar cada vez mais o consumidor em contato com o produto, sem o intermédio chato de um vendedor: tudo coisas que batalhamos até hoje para dizer que está mais do que na hora de ser feito.

Mas, como tudo na vida, parece que estamos exagerando e deixando de olhar para estas coisas que, como a fala de Storm nos atenta, são muito importantes.

Eu mesmo já comprei e vi muita coisa “de marca” estragar, e ter uma qualidade horrível. Marcas boas já não são mais sinônimo de qualidade, e marcas com muito “conceito” já não são aquelas que nos propiciam experiências tão valiosas quanto coisas que sequer tem marcas.

Na era do equilíbrio e dos extremos, fica o insight e o desafio de sair dessa armadilha.

planejamento, estratégia, qualidade, atendimento

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