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Um novo papel para o papel.

O jornal impresso está com seus dias contados? No formato atual sim. Mas o maior jornal do mundo continua vendendo como água, e novas publicações como Destak e PubliMetro são o novo sucesso do momento. O que eles nos dizem sobre o futuro do jornal impresso?

por RENATO FIGUEIREDO.

26.mar.09

Yomiuri Shimbun é o nome do jornal com maior circulação no mundo – são 10 milhões de cópias a day  distribuída nas manhãs japonesas. Com menos de 30% de suas matérias online, e com jornalistas que não tem assinatura, fiquei um pouco impressionado com seu sucesso perene. Mas num país onde a coluna “lifestyle & culture” (cultura e estilo de vida) era antes vista como “woman’s pages” (páginas para mulheres), não vamos nos meter a entender a dinâmica e o por que dele se manter em pé. (aguardo resposta da editora da Monocle que fez a reportagem de onde tiramos esses dados.)

Fato é que no mundo ocidental, o jornal impresso está agonizando – os preços de anúncios estão baixos, a procura mais ainda, e o seu futuro, incerto. A pergunta que fica é: será que a internet/o meio eletrônico vai substituir totalmente o papel?

Aparelhos como o papel eletrônico “Kindle”, comercializado pela Amazon, ou até seu concorrente Reader da Sony (comercializado junto com a força do Google que fez acordo com a marca japonesa para disponibilizar mais de 600 mil obras literárias para download para seus usuários), nos trazem esperança de um substituto para o papel.

Mas, enquanto eles não pegam, alternativas como Destak e PubliMetro já nos fazem pensar se o papel, o veículo impresso, ainda não é a alternativa mais prática, útil e compatível com a praticidade exigida pela vida contemporânea. Apresentando crescimento e aceitação excepcionais, os dois jornaizinhos gratuitos, distribuídos diariamente nos cruzamentos e faróis da Grande São Paulo, mostram a ainda existente demanda pela notícia impressa.

Enquanto o peso de um jornal tradicional, com seus vários cadernos, páginas que mancham as mãos e que são impossíveis de ler se você não está sentado confortavelmente numa mesa grande, espaçosa, sem vento e com tempo, a leveza, objetividade e formato inovador desses jornazinhos gratuitos atraem – dá até para ler no trânsito.

Para resumir o papo aqui, o que essas informações nos fazem pensar é que, será que o problema está mesmo no suporte impresso do papel versus o digital? Ou será que ainda temos novas chances se repensarmos, em termos de design, produção gráfica, formato e projeto editorial o formato dos bons, velhos e glamourosos jornais impressos?


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