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Empreendimento para a terceira idade.

hilea terceira idade

foto: reprodução

Conheça mais o Hiléa: empreendimento pioneiro voltado para as necessidades da terceira idade.

por RENATO FIGUEIREDO.

16.mar.09

Para quem gosta de inovação e pensamento pioneiro, vale a pena conhecer o Hiléa: um centro projetado especialmente para usuários da terceira idade, já em funcionamento no bairro do Morumbi na cidade de São Paulo.

Possibilitando a hospedagem, tratamento e diversão para esse público, e, mais do que tudo, a convivência dele de um jeito saudável e interessante, o Hiléa atrai. O projeto, que me admira muito, é um fruto típico de trabalho inovador: sua diretora Cristina D’Andrea visitou diversos centros para idosos mundo afora até chegar num modelo ideal para o público brasileiro. Outro traço que nos garante sua veia inovadora é descobrir que ele foi colocado de pé pela Stan empreendimentos – a mesma incorporadora que batalha por prédios fora da fachada neoclássica em São Paulo e que está por trás do 360º, o famoso projeto de Isay Weinfeld na R. Cerro Corá, Lapa (SP).

E, para quem gosta de arquitetura, vale também a pena conferir o projeto assinado pelo escritório de Aflalo e Gasperini, e que foi capa da revista AU (mar 09). Vários detalhes do projeto foram projetados para melhor atender o idoso e também o portador de Alzheimer. Desde materiais especialmente pensados, decoração planejada e temática até sua localização: o prédio, que fica em uma região urbana de São Paulo, foi assim colocado para propiciar o contato do idoso com a dinâmica da cidade e evitar seu isolamento.

Por trás do empreendimento, encontramos as idéias de dois importantes nomes naquilo que poderíamos chamar de “a arquitetura voltada para a felicidade”: o próprio Alain de Botton (autor de “A Arquitetura da Felicidade”) e o sociólogo, professor e arquiteto, John Zeizel (que esteve na FAU abordando tema parecido).

Por fim, para quem gosta de pensar: o Hiléa e marcas como também o SESC e suas excursões e aulas para a terceira idade são fortes em quase todo o território. Será que isso não mostra que há espaço para um trabalho mais incisivo com esse público? Ou seja, outras marcas não poderiam estar junto ou tão fortes como o SESC?

(Ah, para quem é curisoso, “Hiléa” é o nome que um naturalista alemão deu à Floresta Amazônica, e que remete à deslumbrância e vitalidade da vida.)

www.hilea.com.br
www.revistaau.com.br

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