por RENATO FIGUEIREDO.
23.nov.08
O restaurante que já nos gerou uma série de posts também é famoso pela chamada “gastronomia molecular”, em que Adrià e sua equipe utilizam elementos como Nitrogênio Líquido para preparar seus alimentos. E uma dessas receitas é a “nitrocaipirinha”, ou algo como uma caipirinha frozen aqui no Brasil – só que na dele não dá para sentir os cristais de gelo: eles se derretem na boca “sublimamente” (sic).
O interessante é que uma foto no livro escancara um dos principais ingredientes usados pelo melhor restaurante do mundo: Pinga 51. Isso mesmo, aquela velha e boa cachaça que por aqui a gente não ‘dá nada’, mas que muitos estrangeiros preferem às tradicionais feitas pelo interior desse Brasil afora (como Salinas, Lua Cheia e outras muito mais famosas ou preciosas). Para quem conhece uma boa cachaça, sabe que como essas últimas, existem outras muito superiores às industrializadas de larga-escala.
Para um brasileiro, saber que no elBulli se serve caipirinha de 51, é talvez tão espantoso para um francês ver servir Santa Helena num jantar tido como o ‘melhor do mundo’.
Mas parece que os culpados de tudo isso são muito menos os catalões do que nós próprios, brasileiros. Será que não está na hora do Brasil não merece fazer por sua cachaça o que os franceses fizeram pelos seus vinhos ou os russos pela sua vodka? Fica o insight.
iniciativa iAZ f1.0