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Do bar para o café.

Mais do que nunca os “cafés” são atrativos e novos destinos de novos tipos de diversão entre amigos. Não só as pessoas, mas muitas marcas já estão tomando a rota rumo aos cafés. Veja os primeiros passos desse fenômeno.

por RENATO FIGUEIREDO.

01.mar.09

Os cafés estão voltando com força – anote isso. Lugares antes esquecidos, no máximo usados para matar a fome rápida durante um passeio no shopping, na cidade, ou entre uma reunião e outra, os cafés agora são locais de socialização e de entretenimento dos mais diversos públicos.

DO BAR PARA A CAFETERIA, OPS, "CAFÉ"!

Esposa em casa, filhos esperando, ou mesmo preguiça para enfrentar o clima barulhento e enérgico demais de um bar: os cafés surgem como alternativa ideal para um happy hour mais tranqüilo, e feito à maneira de cada um. Neles é possível tomar um cafezinho rápido, um lanchezinho mais light do que as velhas porções engorduradas dos bares, ou mesmo se deliciar com sopas, massas e estrogonofes.

Mas happy hour com café é happy hour? Se engana quem pensa que não há grande entrada de bebidas alcoólicas nos cafés. São poucas as marcas que tiveram entrada inteligente nesse local, mas as que tomaram a iniciativa já fazem bonito. Vinho Santa Carolina, champagne Chandon e cerveja Stella Artois marcam sua presença em cafés, seja com chopeiras sofisticadas como no caso da última, seja no caso de garrafinhas para consumo individual, como fazem as primeiras. O consumo é alto – basta reparar nos cafés da livraria Fnac, na Avenida Paulista, ou no V Café, na Livraria Cultura (Av. Paulista e Shopping Pátio Bourbon, ambos em São Paulo).

A rede Fran’s e Vanilla também contam com bons cardápios de bebidas – mas ainda há espaço para ação e inovação de muitas marcas. Whiskey por exemplo – uma bebida que está para a maior sofisticação do café, assim como está a cerveja para o bar – ainda parece ter território livre e inexplorado.

Um pouquinho mais de cafeína para essas marcas, e menos álcool, pode tirá-las da embriaguez e fazê-las enxergar esse novo mercado – que, além de tudo, conta com um público muito mais feminino e diversificado do que um bar.

LUGARES PARA NOVOS PÚBLICOS

Figurando como novos ambientes e alternativas para socialização, os cafés são alternativas para públicos que antes pouco encontravam locais para se divertir, encontrar amigos e... namorar.

Com menos agitação do que um bar, os cafés são ambientes mais tranqüilos e mais diários, em que o flerte, a paquera ocasional, pode ocorrer com menos vulgaridade. E isso atrai tanto solteiros mais velhos em busca de um par – e que não estão mais no pique para ‘sair para a balada’ ou para a ‘noite’, tanto quanto mulheres – desacostumadas e pouco a vontades no ambiente usualmente mais promíscuo do bar.

Muitos cafés também estão sendo adotados pela comunidade gay, que dificilmente encontra locais onde possa sair com seus respectivos companheiros simplesmente para estarem juntos. É comum verificar a presença deles em cafés espalhados pelo país. Basta notar a adoção do público em novas redes como Vanilla e Fran’s.

Se o vinho é a bebida dos deuses, a cerveja, a dos boêmios – o café pode ser a bebida do homem urbano contemporâneo. Ou melhor: homem, mulher, gay, crianças, teenagers, idosos... Nunca uma bebida foi tão democrática.

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