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C&A dos anos 2010.

A japonesa UNIQLO começa a fazer mais barulho desde sua entrada em Londres e nos coloca a pensar sobre o novo caminho rentável do varejo de moda.

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Uniqlo Ad @ Fantastic Man magazine

por RENATO FIGUEIREDO.

28.mar.09

Depois de apresentar expoente crescimento no mercado oriental, a varejista de roupas low-cost Uniqlo chega a Londres em 2005 começa a fazer imenso barulho no cenário do retailing mundial. Muita gente ligada em trends já deve ter visto ela por aí. Se auto-definindo como “a new-style Japanese firm making good casual clothes available for all to wear” (algo como “a
nova empresa Japonesa fabricante de boas roupas de estilo causal acessíveis para todos”), a Uniqlo nos faz pensar sobre o novo cenário do varejo de roupas.

A Monocle, revista sobre a qual já falamos nesse blog, nos dá em sua edição de abril de 2009 uma entrevista com Tadashi Yanai, o CEO da Fast Retailing, grupo que controla a rede. Segundo ele, A Unique Clothing Warehouse, sigla de Uniqlo, une a tecnologia têxtil japonesa com a capacidade e qualidade de produção chinesas. Qualidade? Sim. "As pessoas na Europa [e também aqui no Brasil] tem uma tendência de pensar que o produto chinês têm mal qualidade e péssimas condições de trabalho. Mas em nossas fábricas, contamos com 20 a 30 mil trabalhadores e as melhores máquinas disponíveis atualmente”, diz o sorridente diretor.

Se fôssemos fazer aqui um pequeno exercício a fim de achar o CONTEÚDO EXPRESSIVO da marca, poderíamos lembrar do case de ZARA, e verificar que hoje, a moda acessível e de bom gosto, junto ao sofisticado e elegante, vem na frente do luxo e não fica atrás dos lucros da nova classe C (Inditex e Fast Retailing são donas de duas das mais expressivas fortunas do mundo).

Enquanto aqui no Brasil a Daspu tem mais respeito e honestidade que a loja que inspirou seu nome, e as antigas lojas de varejo se concentram na Nova Classe Média, estratégias no exterior fazem a festa vendendo para a Velha Classe Média, que continua ávida por diferenciação, produtos de qualidade e certa sofisticação casual. É hora de pensar na nova C&A, na nova Riachuello, na nova Renner. Antes que o território fique livre para essas duas abocanharem nossos consumidores por aqui.

 

P.S: UM POUQUINHO MAIS SOBRE A UNIQLO: Segundo o amigo baseado em solos londrinos, Vadao, a Uniqlo é uma mistura de The Gap com o colorido da Benneton, e vende coisinhas bonitas a preços realmente “módicos”. De fato seguindo a mesma estratégia de gigantes como a GAP, a Uniqlo fabrica suas próprias roupas e controla toda sua revenda. A marca já trabalhou com estilistas como jovens talentos Phillip Lim, Alexander Wang e a brasileira Juliana Jabour. Atualmente, conta com a alemã Jil Sander no elenco - que prepara uma minicoleção minimalista para a marca. Por último, fica o “devaneio trendy”: Será que a moda do i-X lançada pela Apple (i-phone, i-mac, i-all) pega com o Q de Uniqlo? Clock é Qlock em Uniqlock.com (vale a pena visitar o hotsite). Para quem gosta de Propaganda, vale a pena checar também as ações web da companhia.

varejo, uniqlo, inovação

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